Estudante da Uespar recria dispositivo que ajuda na locomoção de deficientes visuais

Um aluno do curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (TADS) da Uespar recriou um dispositivo que ajuda na locomoção de deficientes visuais. Adônis Oliveira desenvolveu o projeto para o trabalho de conclusão de curso da instituição e tirou a nota máxima entre os avaliadores. Chamado de luva sonar, o dispositivo embarcado utiliza uma tecnologia conhecida por Arduíno. O jovem se baseou em outro projeto de luva sonar, que possui licença aberta desde 2009 pelo criador Steve Hoefer, e o aperfeiçoou.

 

O equipamento levou cinco meses para ficar pronto e com o auxílio dos professores e de muita pesquisa, principalmente da linguagem Arduíno e de Física, tomou forma e foi apresentado de maneira experimental durante uma banca de TCC.

 

Motivação

Adônis motivou-se com a ideia depois que conheceu por meio de um professor da Uespar a tecnologia Arduíno e pela falta de dispositivos destinados aos deficientes visuais. “Sempre gostei muito de robótica e de dispositivos embarcados, depois que conheci a tecnologia Arduíno e constatei que mesmo com toda evolução tecnológica existem poucos recursos para os deficientes visuais decidi investir nesta ideia”, diz.

 

Como funciona

A luva sonar é composta de uma placa controladora Arduíno, sensores ultrassom, bateria, dispositivos sonoros e vibratórios. Ele funciona basicamente como um sensor de estacionamento para carros. “O indivíduo coloca a luva e ao se locomover aponta o dispositivo para a direção que deseja identificar a existência de barreiras. Quando os sensores identificam algum objeto, o dispositivo emite um sinal sonoro ou vibratório para alertar o deficiente visual. Este sinal muda de velocidade conforme a variação da distância entre o deficiente e o objeto”, explica.

 

Venda 

O jovem deseja agora fazer novos testes e aperfeiçoar o dispositivo. “A próxima etapa será melhorar o projeto, deixando a luva mais leve e menor, melhorar o sensor de aproximação e por fim, fazer testes com deficientes”, explica o Adônis.

Prestes a se formar em TADS o estudante sente-se orgulhoso em ter apostado em algo que muitos estudantes custam a pensar, ou seja, criar dispositivos que possam ajudar outras pessoas ou resolver problemas simples.

Para tornar o produto comercializável o jovem espera conseguir patrocínio de outras empresas ou de investidores.

 


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