Será que vou agradar a turma? A minha aula será atrativa o suficiente para manter os alunos interessados? Ai, estou com medo! Eu quero isso mesmo pra mim? E se eu não gostar, o que vou fazer da vida?
A sala de aula é certamente uma caixinha de surpresas a qual os acadêmicos de Artes Visuais da UESPAR passam a conhecer a partir do terceiro ano do curso na disciplina de Estágio Supervisionado, por meio de aulas teóricas e práticas aplicadas na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio. Com foco em licenciatura, o curso oportuniza aos alunos serem os protagonistas de suas aulas, assistidos e orientados por professores especializados da instituição. Ao todo, os acadêmicos dedicam durante a graduação, 320 horas de aulas, aprimorando suas habilidades e didática.
Para a coordenadora de Estágio do curso de Artes Visuais da UESPAR, mestre Ediana Noatto, as primeiras experiências de docência, oportunizadas pelo Estágio Supervisionado, são fundamentais para o desenvolvimento da profissionalização docente. É nesse momento que o aluno demonstra suas potencialidades e fragilidades com relação à profissão que escolheu exercer. “Acredito que ser professor não é um dom, mas se relaciona ao quanto ‘nos dão’ de condições para aprender a profissão docente. Acredito também que somente uma sólida formação, capaz de desenvolver o que chamo de três olhares do processo de formação (o olhar para o outro, o olhar do outro e o olhar para si), poderá oferecer condições para o desenvolvimento qualitativo da profissão professor, que se constitui por aquilo que somos enquanto pessoas e profissionais”, afirma.
O que pensam as novas professoras sobre a docência
Para a acadêmica do curso de Artes, Angélica Tafarel Ribeiro, a docência exige muita dedicação e paciência, mas acima de tudo humildade para ensinar e aprender junto com os alunos. “As dificuldades encontradas em sala de aula são as mais diversas, mas superá-las é necessário”, completa.
“A vida toda achava que não teria o dom para ser professora, no entanto a experiência em sala de aula me provou o contrário. Sinto prazer em contribuir para o crescimento do presente e do futuro do aluno. Muitas vezes nos incluímos nessa aprendizagem, que é mútua”, relata Roseny Franco De Lima.
“Para mim, ser professor é ter um dom nato, mas também pode-se aprender a com a experiência em sala de aula. Vams modificando e adquirindo saberes essenciais para se tornar um bom profissional. Ser professora é um aprendizado constante, é algo gratificante, pois, só de olhar nos rostinhos dos alunos e ver que eles estão aprendendo, ver o sorriso deles a cada dia é algo maravilhoso, que me incentiva cada vez mais a melhorar e buscar o melhor para meus alunos”, diz Cláudia Heitor.