Xô timidez

Em teatros, o papel da árvore – aquele que é feito pelos mais tímidos – era sempre o escolhido por Josilda da Rocha Leal Gonçalves. Na vida, ela se esquivava de falar em público e reprimia-se em expressar suas opiniões. A timidez, para Josilda, sempre foi uma característica inibidora para o seu crescimento pessoal e profissional, mas que vem sendo superada diariamente no curso de Artes Visuais. “Tomei gosto pelo teatro, aprendi a me soltar mais e posicionar melhor as minhas ideias”, relata.

Disciplinas como Teatro e Artes da Performance, componentes curriculares do segundo ano do curso de Artes Visuais, trazem além de técnicas artísticas, aprendizados que ajudam os estudantes a perder a timidez, instigar a criatividade, empregar a disciplina, além de desenvolver a concentração e o comprometimento pessoal.

“Cada vez mais o mercado tem exigido o profissional completo, que saiba falar bem, conviver e trabalhar em grupo e que tenha boa presença. Características estas que são trabalhadas de maneira dinâmica no curso de Artes Visuais”, explica a professora Luciana da Costa Ferreira.

Em sua opinião, não deixamos de ser inibidos, mas aprendemos a viver e a conviver com isso. “A dica é nos colocar em situações que causam essa timidez. O tempo todo, os alunos são testados em diferentes circunstâncias para que falem, gesticulem e brinquem. Afinal, não existe melhor maneira para se soltar do que brincando, não é?”

Além dos teatros, das performances e dos happenings, os estudantes podem optar pelo coral. Disponível para os alunos de todos os cursos da Uespar, o projeto iniciou em maio de 2014 em parceria com a Sicredi, com a proposta de formar um coral moderno. “Aliado ao canto, trabalhamos diferentes estilos musicais, como o MPB, instrumentos de percussão e instrumentais para instigar os jovens”, explica o maestro Nélio Amaro.    

Além de ser uma forma agradável e divertida de aprender, autores definem o coral como uma trama rica de possibilidades formadoras de humanização e socialização.  “A partir do momento em que se percebe que o ser humano não é apenas intelecto, mas também é emoção, sensação, a música consegue passar novas formas de sentir, de agir e de pensar, desenvolve a capacidade de ouvir, de interagir, de trocar conhecimentos musicais,” reflete a coordenadora do curso de Artes Visuais e uma das integrantes do coral, Eliane Maria Cabral Beck.

Soltar a voz e sentir a música são sensações que o coral pode proporcionar aos que se aventuram nesta atividade lúdica, mas o aprendizado vai além do campo artístico para a vida pessoal e profissional. “Aprendemos quais os cuidados que devemos ter com nossas cordas vocais, a importância dos tons quando cantamos ou até mesmo quando nos comunicamos com alguém. Acima de tudo aprendemos a cantar em grupo”, define a aluna de Artes Visuais e coralista, Lorenilce Maria Troes Resmini. 

 


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